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Dia 5: Davizinho de Mutá

Davizinho de Mutá embaixo da amendoeira no Rio Vermelho. Salvador/BA. Foto: Gabriel Galo
Escrito por Gabriel Galo

Um encontro regado a cerveja, carne de sol e histórias deliciosas numa agradável tarde de domingo com um ícone do samba de roda baiano, Davizinho de Mutá.

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Salvador, 29 de janeiro de 2017

A primeira vez que eu tive contato com o nome de Davizinho de Mutá foi com a insistência de meu pai, que encheu os pacovás para que eu conseguisse o CD do Barravento. Em pouco tempo encontrei Vanessa, jornalista que cuidava e ainda cuida da banda, e em breve recebi em SP o Vatapá da Veia. O encantamento com o ritmo daqueles baianos foi instantâneo. Primeiro pelo fato de tocarem samba de roda do Recôncavo com maestria; segundo que em várias das músicas cantavam Mutá, o que disparou uma série de gatilhos emocionais.

Depois de muitos anos, graças ao Facebook, consegui contato direto com Davizinho, nascido Davidson, lá em Mutá, claro. Foi a vila de pescadores, tema de muitas das histórias aqui neste espaço, que o trouxe para perto. Desde então, sempre quando há Mutá, há Davizinho lendo, curtindo, comentando.

No programado da minha viagem, uma mensagem rápida, trocamos telefone e prometi vê-lo. Não imaginava que sua figura fosse tão emblemática, um excedente de admiração em tamanha simplicidade.

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Chegamos todos ao restaurante no Rio Vermelho, aqui em Salvador, praticamente na mesma hora, uns 10 minutos depois do horário marcado. Num carro, eu e Angélica; no outro, Davizinho e Vanessa, que já chega contando que a mulher brigou com ele porque ele não lembrava onde era o lugar, mas que eles já tinham comido lá.

– Ela me dizia, “mas homem, você já foi comer lá!”, e eu não lembrava.

Ele, de chapéu, camisa florida de manga curta, bermuda e chinela, sorrindo. Há de se admirar as pessoas que sorriem espontânea e genuinamente o tempo inteiro. Uma dessas pessoas é ele. Procuramos uma mesa um pouco mais afastada, que nos afastou também dos garçons, embora cerveja gelada não tivesse faltado.

– Minha mulher mandou eu me cuidar, disse que era para não beber. Ontem foi uma festa danada, voltamos de madrugada, aniversário de Hamilton.

Hamilton é seu parceiro de frente de palco no Barlavento, amigos há décadas. Amigos, também, de família, afinal, a mulher de Davizinho, Regina, é irmã da esposa de Hamilton, Isabel.

– É bom ela nem ficar sabendo!

Solta uma gargalhada enquanto já pedíamos uma cerveja geladíssima para iniciar os trabalhos.

Sente falta de um charuto, que fuma quase todo dia, de preferência acompanhado de uma boa dose de uísque.

Davizinho nasceu em 1941 em Mutá, 75 anos completados. Durante a conversa, pede desculpas porque não lembra muito de datas e aniversários, pela falta de costume mesmo. Não se comemorava aniversário, nem se fazia festa.

Faz sentido, em Mutá o tempo corre de maneira diferente.

Alguém tinha lido numa revista o nome, e mostrou para seus pais, ressaltando a beleza que era.

– Acho que uma tia minha leu numa numa revista e veio correndo mostrar “olha que nome lindo aqui, ó. Davidson.” Eles gostaram e assim ficou. Como é que pode?

Fala e ri gostosamente.

Pergunto se é Davidson com a em português, ou Deividson, no inglês.

– Rapaz, para meu pai sempre foi Davidson, com A. Agora, minha mulher só me chama de Deividson. Quer deixar mais chique, sabe? E é tanta mistura que eu fico até em dúvida, que nem sei mais direito qual é o meu nome. Dependendo do lugar, me chamavam de um jeito ou de outro. Chama de Davizinho mesmo.

Davizinho é filho de Zeca, comerciante de Mutá, que tinha alguns pontos na vila, todas chamadas Casa José Dias.

– Com os anos, muita gente quebrou, mas meu pai nunca. E olhe que fazia fiado… Eu comecei a trabalhar com 13 anos na venda, e via meu pai com a caderneta. Era um tanto assim de papel (faz com as mãos um monte alto). Mas não tinha jeito, vendia fiado para todo mundo. Tinha gente que pagava, mas tinha gente que não… De vez em quando eu via papai pegando uma folha de papel e resmungava gritando “esse viado feladaputa não vai me pagar é nunca!”, e rasgava a folha de papel.

– Era assim que ele lançava a fundo perdido? Pergunto.

– Pois é… E jurava que não venderia mais para a pessoa. Mentira! Não durava um dia. E quando vinha menino com lista de compras? Chegava na venda, entregava a papai, que lia e retrucava já com dedo em riste “diga a seu pai que ele é um feladaputa, e enquanto não pagar o que me deve eu não vendo é nada!”. No que a criança começa a voltar para casa, toda cabisbaixa, toca ele a gritar chamando o menino de volta, e pedindo para um funcionário – ou para mim – para separar os itens da lista de compras. E eu perguntava “oxente, meu pai?”, e ele só mandava eu fazer o que ele estava mandando.

E continuou falando de seu pai.

– Papai era muito casquinha. Ele ia pra Salvador, nos armazéns comprar em atacado, saca de arroz, saca de feijão, essas coisas. Comprava de tudo, menos farinha, que vinha de Nazaré. Por causa da quantidade, ele sempre ganhava champanhe, vinho, queijos e outras coisas, mas não abria de jeito nenhum! E quase sempre estragava. Foram várias as vezes que ele foi abrir o queijo e ele explodiu, estragado, na cara dele. E quando dava, guardava tudo para o São João. Ah, era a alegria de papai! A banda passava pela cidade tocando, e entrava nas casas de porta aberta. Entravam o comiam, se empanturravam. E papai preparava a melhor mesa da cidade, coisa que a gente não tinha nunca. E ainda ficava reclamando quando a banda demorava! Queria logo a música dentro de casa e eles tendo a certeza de que ele tinha a melhor mesa de São João da cidade.

Por ser uma vila de pescadores, fico curioso para saber se ele teve contato com a profissão.

– Você nunca pescou, Davizinho?

– Não, eu tentei, mas não dava para a coisa, não levava. Cresci na venda. E papai também não deixava, na época se pescava em Mutá com bomba. Os bombeiros iam para lá porque não podiam pescar em outro lugar. Saíam de Cações, de Encarnação, de onde fosse, porque lá é onde podia.

– Mas é perigoso mesmo. Não é proibido?

– Hoje é, mas foi proibido por causa da revolução, da Ditadura, para que o povo não tivesse acesso à dinamite, sabe? E lá em Mutá mesmo nunca morreu um. Pescador montava seu pesqueiro debaixo d’água, triangulando pelas estrelas, pela posição do morro, e por aí vai. Todo mundo sabia onde deixava o seu pesqueiro, e ninguém mexia no do outro. E ficava lá quase 1 ano, para que o peixe crescesse em volta. É quando saíam para pescar. Jogavam a bomba para a água, e quando explodia, esperavam limpar (descer a areia que subia com a explosão) para poder pescar o peixe. O povo daqui era sabido. Ninguém usava uma banana inteira nem pavio muito curto. Banana inteira estragava demais. E pavio curto é que causava problema. Pescador acendia, e antes mesmo de jogar no mar, estourava na mão. Mas aqui em Mutá, nunca. Nessa época, a gente pescava com bomba e sobrava peixe; hoje em dia, falta. Como eles deixavam os pesqueiros quase um ano no mar, quando explodiam, só tinha peixe crescido.

Ele explica que a rede de malha muito fina, também proibida, mas quase nada fiscalizada, arrasta tudo o que se coloca em sua frente, incluindo girinos. Este ato, claro, impede a proliferação de mais peixes.

Começamos a conversar sobre figuras histórias da cidade. E ele vai listando da memória causos variados.

– Tinha Bitônio (Antônio Barreto), o lorde de Mutá. Era dono do Nuvem Azul, veleiro que chegava na cidade. Era distinto, vestia-se sempre muito bem, cumprimentava a todos com bastante formalidade. Era o único na cidade que mandou seus filhos estudarem em Salvador.

Era comum nesta época que as escolas em localidades menores e mais afastadas ensinassem apenas a ler e escrever.

– Papai, por exemplo, meu deixou em Mutá a vida toda, e brigou de tudo quanto é jeito quando fui morar em Salvador. Ele dizia que meu futuro era Mutá!

Ri, e continua.

– Tinha seu Zuca, o único barbeiro da cidade. Mas seu Zuca era muito porco… A toalha do homem era preta e fedia como o quê, mas que jeito? Se queria cortar o cabelo, tinha que ser lá em Zuca. Tinha gente que levava toalha de casa, para você ter uma ideia. Ele pai de Zizinho, o melhor jogador de futebol da história de Mutá. Eu jogava bem também, mas não era que nem Zizinho, não. Ninguém era, mas eu era dos primeiros a separar time.

A maré é vazante na vila duas vezes por dia, mas apenas uma com sol, logo pela manhã. É quando os meninos se reúnem para jogar bola. Sempre que se vai a Mutá, vê-se a molecada correndo atrás de bola na maré vazante, e ali ficam por horas.

– Tinha Edgar, que veio de Encarnação trazendo uma tradição que não existia na cidade: homem com duas mulheres. Mutá era cidade de família, não tinha dessas coisas, não. Foi um escândalo na cidade quando souberam que ele tinha a mulher dele, com quem ele dormia toda noite, mas sempre ia para a casa de sua amante também. Não era segredo para ninguém, e ninguém fazia isso. Quer dizer, não fazia isso de ter duas mulheres fixas, porque história de gente pulando janela por lá tem um monte!

A cada história, uma gargalhada.

– Tinha seu Vavá, médico da cidade e meu padrinho.  Quer dizer, médico da cidade porque ia todo mundo se consultar com ele em Salvador. E ele atendia todo mundo de Mutá, mas era difícil atender ali. Um dos filhos deles casou, morava em Salvador e trabalhava na UFBA. Daí eles queriam me levar para Salvador para que estudasse com eles. E eu fui, fiquei na casa de um tio no Cabula, eles morando em Nazaré num apartamento grande, espaçoso. Ele e a esposa me davam banca de matemática, português, ciências e o que mais precisasse. Foi assim que completei os estudos, nem o primário eu tinha.

Lembro de um personagem que já foi tema e crônica por aqui.

– E Bacurinha, Davizinho?

Ele sorri largamente.

– Esse aí tinha história.

Ele então narra a história de Nicanor, o cantor das multidões. Gargalhamos por um bom tempo no sofrimento apaixonado de Bacurinha por Maura, a rumbeira do circo, que fez o homem largar família pelo novo amor, até que sua alcunha de sempre o perseguisse e o fizesse ver que ele era, como sempre fora, apenas Bacurinha.

Eu então conto a história do seu enterro, e ele se diverte. No exagerado da história contada por meu pai, conta de outros famosos enterros da cidade.

– Enterro bom foi o de Zuca. Melhor até que o de Bitônio. No enterro de Bitônio estava todo mundo sério, alinhado, refinado demais. Seu Zuca, não. Ele sempre falou que quando morresse, queria samba de roda e muita festa. E foi atendido, foi uma farra danada!

Pergunto quando ele conheceu sua esposa, com quem está casado há 47 anos.

– Rapaz, não era nem para eu ter conhecido! Foi uma coincidência danada. Ela tinha quebrado o braço, e não poderia pular Carnaval. Ela, então, veio passar Carnaval aqui em Mutá, com braço engessado e tudo. Estava brava que só vendo! Chegou no Nuvem Azul, o veleiro de Bitônio, e foi todo mundo para a praia para ver quem estava chegando. E quando eu vi aquela mulher descendo do veleiro, me apaixonei. Fiquei de olho, e vi que ela ia dormir na casa de Lurdinha, que era muito amiga minha. Era a minha deixa! Toda noite eu pegava violão e ia fazer serenata na frente da casa dela. Mas ela não quis muito saber de mim, não. Demorou um tempo para que a gente começasse a namorar.

– E como foi isso?

– Eu morava em Salvador. Consegui o endereço dela, e ia todo dia visitá-la. As irmãs dela ficavam todas assanhadas, tinha um homem na porta. No começo ela nem queria me receber direito, mas eu insisti. E nessa de ficar indo todo dia, amoleci o coração dela e estamos juntos até hoje.

Davizinho tem duas filhas com Regina, Beatriz e Bethânia. Ambas moram na Europa, e enchem de orgulho o pai quando fala das filhas.

Por falar nas filhas, Vanessa bate uma foto nossa e manda para Bethânia, que rapidamente está no Facetime falando com todo mundo na mesa, e querendo muito estar ali com a gente.

Na próxima, Bethânia!

– E por que Bethânia? Por causa da cantora?

– Sei lá! Quem escolheu foi Regina.

Pergunto do seu grupo, o atual Barlavento, o antigo Barravento. Conto da minha fixação pelo primeiro disco, o Vatapá da Veia, para mim, uma joia do samba de roda. E da minha frustração de, depois de tantas vindas a Salvador, não ter casado agenda para vê-los tocar ao vivo.

– Como começou o grupo, Davizinho?

– A gente ia muito tocar em festas. Eu já era amigo de Hamilton, que toca um violão danado. E todo mundo sempre pedia para a gente tocar, toda vez era assim. Daí que juntou com meu irmão e resolvemos montar um grupo. No começo tinha uns nomes esquisitos, Os Iacis e mais alguns, até chegar no Barravento. Rapidinho a gente tinha percussionista e cantor. O cantor tinha um vozeirão enorme, cantava muito! Mas não ficou muito tempo com a gente. Ele tinha nariz de cantor.

– Como é isso?

– Aquele nariz meio achatado, com as narinas grandes, para fora… Quer dizer, nem sei se tem alguma coisa a ver, pode ser coisa da minha cabeça, mas que eu achava que ele tinha nariz de cantor, ah!, eu achava! Quando ele saiu da banda, daí a gente teve que cantar. E fomos revezando, uma música de cada. A gente tocava MPB e mais o que estivesse fazendo sucesso na época.

– E como surgiu o samba de roda no grupo?

– Foi numa festa. Inventei de tocar, Hamilton concordou, mas meu irmão ficou de cara amarrada, não queria tocar de jeito nenhum. Daí eu combinei escondido com Hamilton, e quando terminou uma música, eu e ele já começamos a cantar um samba de roda. O percussionista veio junto, e meu irmão ficou ali, emburrado, reclamando. Mas o pessoal gostou demais! Depois resolvemos tocar mais outra, meu irmão acompanhou. E como é um samba mais animado, quando a gente se deu conta, tocava mais samba que outra coisa.

– E quando é que vocês ficaram conhecidos como tocadores de samba de Mutá?

Nesta hora fala Vanessa.

– Mas eles ficaram conhecidos como samba de Mutá por causa de Davizinho. Ele sempre foi o Davizinho de Mutá. E no palco esse homem se transforma! Canta, dança, fica dando seus pulinhos… Daí que acabou pegando, mas é mais por causa dele.

– E as músicas? Pergunto.

– Aí são amigos nossos que fazem, às vezes até compositores famosos de outras pessoas. Alguns prometeram músicas sobre Mutá, e quando fizeram, gostei demais e fez parte do nosso disco.

– E a mudança de nome, Davizinho? O que aconteceu?

A banda mudou, em 2007, seu nome de Barravento para Barlavento.

– Essa é uma história complicada… Meu irmão, Zé, tinha um certo ciúme, mais de Hamilton do que de mim. É que a gente é que aparecia mais. Mas chegou uma hora que ele achou melhor sair da banda. Não quis de jeito nenhum que a gente continuasse com o nome. Mas hoje a gente já se acertou, estamos bem de novo. No começo foi difícil de entender. E o nome era bom demais! Tem a ver com a pescaria. As melhores canoas eram aquelas boas de barravento.

Barravento é um termo que significa “lado de onde sopra o vento”. As canoas boas de barravento, lá na vila, eram aquelas que se mantinham estáveis mesmo nos ventos mais fortes.

– Mas barlavento é bom também. Quer dizer a mesma coisa!

– E por que vocês têm tocado tão pouco?

– Não tem muito espaço para o samba de raiz em Salvador. Ainda está muito associado com o candomblé, tem muito preconceito. A gente tocava na Varanda do Sesi, tinha público, mas a administração mudou e a gente foi escanteado até sair da programação. Nem no Pelourinho a gente consegue mais, mesmo tocando de graça. Tem muita politicagem neste meio. E como a gente ainda não tem muito envolvimento com político, acaba ficando para trás.

Vanessa conta dos inúmeros projetos rejeitados para patrocínio do Governo do Estado e Prefeituras. E sem espaço para tocar, torcem para voltar à ativa.

– Agora eu estou aposentado. Ou seja, quando eu poderia tocar mais, a gente tem tocado menos! A gente já viajou o mundo inteiro em festivais. Teve um italiano que viu a gente tocar no Pelourinho e nos convidou para ir. Ele pagaria hospedagem e alimentação, a gente tinha que tomar conta das passagens. Foi um sacrifício danado, mas conseguimos. E voltamos todo ano. Até minhas filhas conseguiram uns lugares para a gente tocar. É engraçado, que na Europa a gente consegue lugar, mas em Salvador parece impossível.

Pergunto sobre o cenário do samba de roda e da ascensão de Mariene de Casto, expoente do samba de roda baiano.

– Ela já deu muita palhinha com a gente, mas isso antes de fazer sucesso. Depois, nunca mais nos atendeu.

Falar da dificuldade de fazer o Barlavento voltar a tocar é o único momento em toda conversa que ele se ressente. O desejo de continuar com o grupo e sua música estão mais do que evidentes.

– E o que vem pela frente?

– A gente está gravando um CD agora. Roque Ferreira nos presenteou com uma música (ele cantarola a música). Estamos tentando conseguir uma participação de Nelson Rufino, que se dispôs, mas depois sumiu. Mas já temos algumas músicas gravadas, e em maio devemos lançar, antes do São João.

– E o estilo?

Em alguns discos, o Barlavento teve grande incidência de forró. “Ajuda a conseguir lugar para tocar”, me confidenciou Vanessa.

– Vai ser samba de roda. Todinho.

Ainda tinha muito assunto, Davizinho até liga para que Hamilton se junte a nós, que não atende.

– Isabel nunca ia deixá-lo sair assim de última hora. Morre de ciúmes do marido! Ri Vanessa.

No aberto da conversa, combinamos de nos vermos novamente ali mesmo no Rio Vermelho, no dia 2, para pedir boas novas a Iemanjá, e adiantar mais o papo.

Davizinho é dessas pessoas que parece que o assunto jamais vai acabar. E não se quer que acabe.

Nos despedimos num clima de até logo, como deve ser. Impossível disfarçar meu encantamento com a figura daquele senhor de tanto para contar.

No ir e vir da velha cidade da Bahia, quero esgotar a fonte, e quando não mais houver, poder recomeçar.

***

Sobre o autor

Gabriel Galo

Olá! Sou o Gabriel Galo, baiano de Salvador, torcedor do Vitória, administrador formado pela FEA/USP, empresário, metido a escritor e com coisas demais na cabeça.

Aqui você vai encontrar contos, crônicas, ensaios e análises políticas sobre o Brasil, a Bahia, São Paulo e mais tantos outros lugares e personagens fascinantes.

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