Carnaval Crônicas

Dicionário moderno, edição de Carnaval, parte 2

Escrito por Gabriel Galo

TECNICAMENTE PERFEITO: diz-se daquele desfile sonolento pra cacete e nada empolgante de uma escola de samba renomada.

BONECO DE OLINDA: coisas estranhas com as caras todas iguais, mas daí mudam a roupa, a cor do cabelo, e a gente finge que é a réplica perfeita, porque, afinal, tudo é festa, samba, frevo, axé e maracatu. O Galvão Bueno do ano passado pode ser o Trump deste ano.

SÃO PAULO: o túmulo do Carnaval.

FREVO: dança típica feita para destruir os seus joelhos se você ao menos pensar que pode fazer igual.

CAMAROTE DA SAPUCAÍ: extensão do Projac, aonde desconhecidos vão atrás de seus 5 minutos de fama, e, quem sabe, descolar aquele “flagrante” de paparazzi na praia marcado para o dia seguinte às 09:18h na Barra da Tijuca.

ENREDO: Leilão carnavalesco, onde, como qualquer outro leilão, quem paga mais, leva. Não há restrições.

TRIO ELÉTRICO: para uns, fase, neutro e terra; para outros, vidro, retrovisor e trava.

AXÉ: qualquer ritmo (ou nome) que consiga lotar um bloco e vender os uniformes de paulista.

MESTRE-SALA: sambista que dança igual ao Sérgio Mallandro.

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Sobre o autor

Gabriel Galo

Olá! Sou o Gabriel Galo, baiano de Salvador, torcedor do Vitória, administrador formado pela FEA/USP, empresário e escritor (cronologicamente falando).

Escrevo (quase) diariamente contos, crônicas, ensaios e análises políticas. Sou também colunista do Correio da Bahia e do HuffPost Brasil.

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