Crônicas Política

Programas de governo e o clamor ignorado

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Escrito por Gabriel Galo

Fica todo mundo acusando programas de governo e suas tendências autoritárias, criando comparativos de pautas, analisando superficialidade e profundidade dos temas, aplicabilidade e mais o que vier. Entendo que isso é evolução, de certo modo, do envolvimento político da população em geral.

Pois eu digo. Analisei de cabo a rabo os programas de governo de cada candidato, da página 1 à página última e posso afirmar categoricamente: NENHUM dos 2 sequer arranha aqueles tópicos que são mais caros e necessários à nação. Elaborei uma lista para que você avalie por si mesmo e possa, nesse feriado que começa, perceber quão afastados do verdadeiros anseios do povo cada candidato está.

  1. Não há qualquer menção de pena a quem usa ketchup na pizza.
  2. Não se estabelece uma regulamentação definitiva sobre quando o certo é biscoito ou bolacha.
  3. Não se comenta sobre a deterioração psiquiátrica de quem coloca manteiga no café ou quem assiste A Fazenda.
  4. Não se criam ações práticas para encarceramento em prisão de segurança máxima para quem ouve funk no transporte público sem fone de ouvido.
  5. Não se sugere o debate público sobre a necessidade e utilidade das passas nas comidas do Natal, bem como do milho em lata para incrementar comidas do dia-a-dia.
  6. Absurdo!, não se coloca plebiscito na mesa para que, de uma vez por todas, se saiba se panetone é melhor que chocotone, bem como se Toddy é melhor que Nescau, ou se o Caribe é ou não o melhor bombom da caixa da Garoto.
  7. Uma eventual revisão da grade curricular não aborda o ensino de noção para que se evitem situações constrangedoras na vida pública da criança, como, por exemplo, usar camiseta regata, com especial viés de crime hediondo para aquelas que mostram os mamilos, típicas dos bombados de academia. Nenhum cidadão de deuxxxx deveria aceitar que se perpetue esta verdadeira visão do inferno.

Estes são apenas alguns dos graves equívocos cometidos pela OMISSÃO das duas lideranças que adentrarão o segundo turno presidencial neste 2018. Há muitos outros mais. E levam à certeza de que enquanto falamos A, eles traduzem pro idioma deles e seguem na alienação completa, alheios às nossas prioridades.

Acorda, Brasil.

Sobre o autor

Gabriel Galo

Olá! Sou o Gabriel Galo, baiano de Salvador, torcedor do Vitória, administrador formado pela FEA/USP, empresário e escritor (cronologicamente falando).

Escrevo (quase) diariamente contos, crônicas, ensaios e análises políticas. Sou também colunista do Correio da Bahia e do HuffPost Brasil.

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