Casal Anti-Copa Crônicas Crônicas da Copa 2018

Sobre vender meu primeiro livro

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Escrito por Gabriel Galo

Pois foi isso. Acabou. C’est fini, ou melhor, ZEFINI. Hoje foram finalmente vendidos os 3 últimos exemplares do “Futebol é uma matrioska de surpresas: contos e crônicas da Copa 2018”.

E, olha, foi uma experiência sensacional.

Começou lá atrás, quando o pessoal do Correio e do HuffPost Brasil aceitaram algumas das minhas ideias para escrever durante a Copa. Toparam meus devaneios. Foram mais de 50 textos em 33 dias de Copa. Num certo domingo de jogo do Brasil, foram 3 NO MESMO DIA: um para o site do Correio, um para o HuffPost com a fantástica saga do casal anti-Copa e outro para a página 2 do Correio na segunda-feira… Mais de 6 horas escrevendo, o povo comemorando e eu teclando.

Valeu cada linha.

Daí que, ao fim e ao cabo, gostei do resultado. E eu tinha a cronologia pronta para organizar os textos, tudo ordenado, sem precisar entender fluidez e outras mumunhas necessárias para produção literária. No que pesquei texto antigo para criar o clima antes, inventei de meter dois contos inéditos na rabeira para ganhar ares de novidade e o livro existiu. Ou, pelo menos, em word, ele existia.

Também contei com um apoio fundamental de gente que topou fazer parte da história. Paulo Leandro, um dos maiores nomes da história do jornalismo esportivo baiano, hoje grande amigo, sacramentou o prefácio. Franciel Cruz, mestre das coisas da Bahia e companheiro de lutas no Barradão, orelhou. Herbem Gramacho, chefe de esportes do Correio, meteu 2 parágrafos na contracapa. E, por fim, Sergio André Rossi desenhou a arte da capa que foi elogiada por absolutamente todo mundo.

A tiragem era pra ser pequena. Coisa pouca, para amigos e chegados. E a galera compareceu ao chamado. Primeiro, na vaquinha. Foram quase 60 exemplares vendidos quando o livro era só projeto. A estes tantos, meu agradecimento está eternizado em página do livro, com o nome de cada um. Sem vocês, por certo, este livro não existiria.

Durante a vaquinha, tome correr atrás de produção. A gráfica, os registros, os custos extras… Não é que deu tudo muito certo? A gráfica fez um trabalho de excelente qualidade (enquanto muitos por aí reclamam de entrega, de falta de cuidado, de preço exorbitante…). Amiga fez a ponte com outra amiga, que buscou a gráfica e ainda alinhavou os trâmites burocráticos.

Prazo acordado, boleto pago, o livro chegou. E que emoção! Autor publicado, minha gente. Autopublicado, mas e daí? E como está na dedicatória que fiz a mim mesmo, no meu exemplar de recordação, “que eu nunca esqueça o que senti ao ver o meu primeiro livro”.

Teve lançamento em São Paulo, teve lançamento na Bahia. Festas para amigos e gente muito querida. E mais outros tantos livros vendidos. O último teve martelo batido no cair do dia de hoje, ficando dentro da família o derradeiro que fecha a conta e passa a régua.

Foi uma atribuição bonita, esta da distribuição. Vender, correr atrás, entregar, conversar, pôr no Correio… Mas agora quem porventura queria o livro em papel, babou.

Em breve virá o link para comprar o e-book pela Amazon. Mas, coisas da vida moderna, vai sem partes que eu prezo demais. Vai sem orelha, prefácio e contracapa. Vai sem a experiência lúdica de sentir o peso do livro, a textura da página, o cheiro do papel e da tinta… Especialmente, vai sem dedicatória, essa coisa maravilhosa que faz de um livro algo inteiramente seu, inalienável, pessoal e intransferível.

Agora, meto-me na aventura de terminar o segundo livro, que vem ao mundo no começo do ano que vem, lançamento pra março/abril. Assunto completamente novo, numa proposta que vai ser, sobretudo, divertida. E quem sabe o terceiro não venha no fim do mesmo ano que vem? A ver.

Escrever é caminho sem volta. É prazeroso demais. Não banca a vida, mas a gente tenta. Remeto-me a alguns atrás, quando pessoa que muito queria meu bem me aconselhou “parar de escrever porque poderia pegar mal na empresa”. Teimoso, ignorei completamente o conselho. Ainda bem.

A todos vocês que fizeram parte dessa história: muito obrigado. Foi foda. E ainda tem muito mais pela frente.

Compre o e-book “Futebol é uma matrioska de surpresas: contos e crônicas da Copa 2018″ agora mesmo na Amazon. LINK AQUI!

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Sobre o autor

Gabriel Galo

Olá! Sou o Gabriel Galo, baiano de Salvador, torcedor do Vitória, administrador formado pela FEA/USP, empresário e escritor (cronologicamente falando).

Escrevo (quase) diariamente contos, crônicas, ensaios e análises políticas. Sou também colunista do Correio da Bahia e do HuffPost Brasil.

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